quarta-feira, 4 de abril de 2012

Millôr Fernandes

Quero abrir um pequeno espaço no meu blog, para fazer um agradecimento póstumo.
Há pouco mais de uma semana, faleceu o grande Millôr Fernandes. Escritor, desenhista e humorista, além de tantas outras atribuições, que fizeram dele um gênio.


Millôr apareceu em minha vida quando eu ainda era uma criança, lá pelos 6 ou 7 anos.
Minha mãe trabalhava como empregada doméstica na casa de uma senhora, e quando eu estava em férias escolares, ela me levava para o trabalho.
Lá, ela me determinava uma única condição: não toque em nada que possa quebrar.
Sendo assim, eu corria para os livros e revistas.

Lembro que tinha uma pequena pilha de revistas "Veja" em uma estante. Eu sentava ao lado dessa estante, e gastava todo o tempo, das 8 até as 15 hs, lendo [e muitas vezes, relendo] o que interessasse aos meus olhos.
Como qualquer criança, o que mais me interessava eram os quadrinhos, ou o que houvesse parecido.

Até então, o único contato com a política que eu havia tido, eram os "santinhos" distribuídos aos montes [e que eu colecionava] e os horários políticos, que, naquela época, não me enchiam o saco como hoje.
E então, me apareceram Millôr e Quino [pai da Mafalda]. Porém, naquela época, eu não entendia o significado político de muitas tirinhas de Quino, enquanto que com Millôr, isso era bem mais simples.

E [eu acredito que] graças a isso, eu acabei começando a assistir os telejornais, pois até então, eu simplismente odiava os telejornais, por tratarem de coisas que eu não entendia, não serem engraçados, e nem serem em desenho.

Por isso, e por muito mais, Millôr conseguiu uma cadeira no meu hall de ídolos.
Perdê-lo foi uma tristeza imensa. Mas é o ciclo natural da vida.

Obrigado, Millôr Fernandes.

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